Vetor de avião, oriundo do post passado. Boa viagem!
Mais de 3 meses sem postar nadica de nada, né? Coisa feia!
Então segue o último vetor, fresquinho, saído do forno. Mais um vetor vindo do além-rascunho, aquela terra doida onde cabe qualquer rabisco para fazer nascer uma grande ideia, para se expressar, para praticar o ferramental ou simplesmente para passar o tempo!
O tema deste é bem simples. Mas demorei pra terminar por que não estava achando um fundo que me agradasse. O lance da moldura é meio breguinha, mas eu quis usar mesmo assim.
Estava um dia pensando nos filtros. Os filtros que a gente usa pra encarar a vida. Aí me surgiu essa ideia. Acho que a imagem é autoexplicativa. Se você vê muito pelo em ovo, se qualquer mancada de um amigo já é motivo pra cortar relações, se uma frase torta já é motivo pra você achar que há uma conspiração interplanetária contra você… Triste. Ou seja, se a gente procurar as coisas ruins nas pessoas, talvez seja só o que a gente vá encontrar mesmo (ou talvez seja o caso de você procurar um bom psiquiatra). Da mesma forma que se você mantém as esperanças nas coisas boas, tem tolerância às diferenças alheias, tem pensamento positivo e principalmente fé nas coisas/pessoas com as quais mantém contato, é bem capaz de você conseguir ver sempre o lado bom em tudo. Mesmo naquelas pessoas/situações que se apresentam como ruins.
Blá, blá, blá, e eu tô aqui filosofando como se eu fosse uma grande psicóloga-zen-budísta-altamente-equilibrada. NÃO! Não sou! Mas fazer o desenho me levou a justamente pensar nessas coisas todas e vai ver que essa moldura brogonóide signifique isso mesmo: “Camila, imprima e faça um quadro pra você olhar todo dia e se lembrar de quem você é OU espera ser!”.
Tecnicamente: comecei na caneta esferográfica, Bic velha de guerra, e ataquei no vetor. Bateu na trave por algumas semanas, até que hoje entrou pro gol. Iupi. Já disse e repito: VIVA o degradê com mudança de opacidade!
Tem dias que tudo parece cansativo. Acordar. Sair da cama. Tomar banho. Pegar ônibus, metrô, trem… Trabalhar o dia todo. Ouvir telefone tocando. Ver e-mail caindo do céu. Resolver problemas. Resolver mais problemas. Trabalhar. Mais um bocado de problemas por resolver. Almoçar, pegar fila, pagar a conta. Resolver mais problemas. Solucionar outras coisas. Ouvir mais telefone tocando. Pagar mais contas. Lembrar de respirar. Mas mesmo cansada, o vetor persiste. Corajoso, aflora depois da meia noite e vai se traçando meio que sozinho. Os olhos já não respondem, marejados. As mãos, menos ainda, trêmulas. A cama ganha o duelo, e o desenho se termina sozinho. A mágica da desenhista sonâmbula ataca novamente!
O MKT Publicitário (meu depto.) montou um time para concorrer à Copa AFEU – a copa interna que temos na RECORD todo ano. Após longas discussões e análises em nossos laboratórios, escolhemos o cachorro como animal símbolo da galera. Mais especificamente um vira-latas: é fiel ao seu dono, é confiável e pau pra toda obra. Ele ainda não tem nome, estamos pensando no assunto. Mas gostei de desenhá-lo, no vetor ele acabou ganhando uns dentes pra ficar com mais cara de marrento.
Os rapazes tem treinado bastante e eu realmente acho que eles tem grandes chances de uma boa classificação. A torcida pela vitória é forte! Mas mesmo que não vençam, está sendo divertida toda a preparação, eles estão levando a sério, o uniforme ficou lindo e deixar a vida sedentária de lado é muito importante. Força, time!
Um lugar maravilhoso onde estrelas voadoras podem viver felizes, onde nasce sorvete no matinho, onde girafas fazem aniversário todos os dias e onde você pode usar um balde como chapéu sem a menor vergonha. Um lugar onde todos os caminhos levam para todos os lugares. Birutolândia, por que a piração é agora.
A deusa inspiradora veio passear nos meus desenhos. Trouxe consigo tons de amarelo, laranja e vermelho, pra aquecer a criação. Contou segredos seculares sobre as texturas de suas vestes, e sobre o perfume de suas flores.
De um rascunhos a lápis, virou vetor.
Nos últimos 3 anos amontuei uma quantidade considerável de rascunhos em papel lá no trabalho. Ideias rabiscadas para capas diversas de propostas comerciais entre outras pequenas coisas. Muitos rascunhos do tipo “eu estava no telefone” ou “minha máquina travou de novo”. O de sempre. Final de semana passado consegui finalmente organizá-los e comecei a escanear os que mais me transmitiam algum sentido, seja lá o porquê.
A deusa é um destes rascunhos. Algo que remeta à natureza das coisas, criativas ou não. Ao Universo.
Alguns detalhes que gostei, curva e outline em seguida.
Fiquei particularmente feliz com o resultado dos olhos, o rosto como um todo. Um pouco melancólica na feição, ao menos seus olhos brilham e transmitem alguma serenidade.
Eu gastei algum tempo pensando na textura do vestido dela. Acabei me rendendo ao paisley macarrônico abaixo:
E é isso. Gostei! =)