Como você se vê daqui a cinco anos?

30/08/2009

Trabalhando

Estava eu a rabiscar enquanto o zum-zum-zum corria solto.

Viajei no lápis e comecei a me imaginar daqui a um tempo. Dois, cinco, dez anos. Engraçado que sempre que me desenho (é, isso meio que é uma constante), acabo me fazendo desenhando. Ainda bem, pois desta possibilidade não quero escapar mesmo.

Comecei esse desenho (finalizado acima no Illustrator) rabiscando numa folha de papel. Estava produzindo um vídeo demorado, destes que só ignorando a existência pro computador pensar que você não liga e resolver trabalhar. Aí desenhei conforme abaixo:

CML001

Desenho escaneado, comecei a vetorizar.

Existem inúmeras formas de vetorizar um desenho. Live Trace (Illustrator), Corel Trace (Corel Draw) e sites podem fazer isso meio que instantaneamente. Mas é aquela história: se você quer um ponto perfeito, muitas vezes você é quem tem de fazê-lo. Na raça. Na mão.

16801050

Meio que acidentalmente fui conferir o tarzinho do “What’s New” do Illu CS4. Sabe aquela janela mala que se abre ao inicializarmos algum programa? Pois bem, não a menospreze, do contrário você não descobre a maravilhaaaaaa do degradê com cor transparente. Não consigo nem descrever a satisfação que foi descobrir isso. Viva o algorítmo do degradê com nuances transparentes.

Na mesa, o necessário para desenhar, lápis, borracha, papel. E um bloquinho pra anotar ideias que possam surgir.

Bloquinho01Bloquinho02

(essa parte do desenho é a minha preferida!)

Muitos lápis, pincéis e derivados…

Lápis-01Lápis-02

Nos criados-mudos, muitas referências bibliográficas importantes: Argan, Munari e Berger. Olha que chique, benhê.

Criados-mudos

E nas prateleiras, mais alguns livros. E caixas para as miudezas.

Prateleira-Quadro

O quadro, ao lado da prateleira evidencia algumas conquistas planejadas para os próximos cinco anos. A certificação é do Caminho de Santiago de Compostela. Nas fotos temos Buenos Aires (conheci ano passado), Japão, Espanha… E a Catedral de Compostela. Uma foto de cruzeiro marítimo (porque eu também sou filha de Deus!) e fotos da família mais fofa do mundo. Apenas o necessário para um ser humano se sentir digno das conquistas universais: amor, apoio familiar e alguma diversão. Não faço a PUTA ideia de como devo traduzir essa última frase! =D

Quadro-01Quadro-02

Eu comecei a fazer o desenho na raça, mas quando me deparei com a ideia das fotos no quadro, acabei usando o Live Trace do Illustrator. Primeiro, porque manteria as características mais “realistas” das fotos – não que precisasse, mas eu queria. Segundo, porque afinal de contas, dessa forma eu acabaria usando mais uma ferramenta para conseguir finalizar o desenho do jeito que eu gostaria. Quanto mais ferramentas melhor? Bom, nem sempre. Mas dada a complexidade e demora no processo de finalização, por que não? =)

Nas fotos: meus pais, minha irmã, meu irmão e a coisa mais fofa do mundo, mais conhecida como Gigi. Amo.

Close

Gostei muito do resultado! Feliz!

E segue o outline final – já falei que sou a maníaca do outline, não?

Outline-Geral

Pra finalizar, conforme evoluia na vetorização, fui dando prints de tela e fiz esse vídeo abaixo:

E no final das contas, o que era um mero desenho pra não focar na máquina travando, acabou virando um vetor do qual me orgulho.

Bjs!

–  finalizado ao som de Helloween – Keeper II

HOW DO YOU PICTURE YOUR SELF IN FiVE YEARS?
There I was scribbling while the tittle-tattle ran up. I daydreamed with the pencil and started to imagine myself hence time. Two, five, ten years. It’s funny that everytime I do a self-portrait (yep, it’s kind constant to me!), I end up picturing me drawing. And I’m glad, because I won’t desire to escape from this possibility. I began this draw (finished on Adobe Illustrator) sketching a piece of paper. I was doing a very long film, one that only ignoring the existence of the computer in order to make he (the computer) thinks that you don´t care, so he’s able to work correctly. Then I draw like this (check above):
Sketch scanned, I started to tracing it.
There are many different forms of tracing a draw. Live Trace from Adobe Illustrator, Corel Trace from Corel Draw and some sites can do it kind of instantly. But if you really want a perfect point, many times it’s you and only you that have to do it.  With toughness. By hand. Accidently I saw the “What’s New” from Illustrator CS4. You know that little window that open everytime we boot some program? Well, don´t take it for granted, or you’ll never be able to discover the wonderful of doing gradients with transparent colors. I can’t even describe the satisfaction I had when discovered it. Hurray the algorithm for gradients with transparent nuances. On the desk, the essential for drawing: pencils, rubber, and paper. And a notepad, to mark down ideas that may occur. (this is my draw’s favorite part!) Many pencils, brushes and things like this… On the bed tables, many important bibliographic references: Argan, Munari and Berger. Howww fancy darling! And on the shelves, some more books. And boxes for sundry things.

The board, beside the shelf, shows some planned achievements for the next five years. The certificate is from The Camino de Santiago de Compostela. On the pictures we have Buenos Aires (that I visited last year), Japan, Spain… And the Compostela Cathedral. A picture from some cruise trip (because “I’m human and I need to be loved, just like everybody else does”…) and photos from the cutest family in the whole world. The necessary for someone to feel worthy of universal achievements such as love, family support and some fun. Oh, it was hard to translate this last phrase! =D
I expected doing the whole draw by hand, but when I started doing the board photos, I end up using Live Trace from Illustrator. First of all, it would maintain the “realistic” style from the photos – something that wasn’t needed, but I wanted. In second place because using one more tool to finish the draw (the way I imagined) was a good idea. Do we have to use every single tool from the program to do a good work? No, I’m not saying that. But as I had this complex draw and a long process of finishing… Why not? =) On the pictures: my parents, my sister, my brother and the cutest thing in the world (well known as “Gigi”). LOVE all. I’m pretty happy with the result! Very, very happy! And here it goes the final outline – have I mentioned that I’m the outline-crazy-chick, haven’t I? Just to finnish, while I was tracing the draw I got several print screens and done the video above.

In the end, what was meant to be a simple sketch just to ignore a bad computer, turned into a vector work that I’m proud of.
Kisses!
ps> Draw finished listenig Helloween – Keeper II

Uma palavrinha sobre ícones

01/08/2009

Ícones

Adoro ícones. Pequenos, médios, grandes, eles são demais.

Uma única imagem para sintetizar algo muitas vezes, complexo. Um desenho, grafismo, rabisco, para designar vários graus diferentes de entendimento. Para o uso por preguiçosos, favor vide a bula.

Estes foram criados para uma arte de nome “Ele Merece”. A proposta era trabalhar com a ideia de um jovem merecedor de glórias, prêmios e toda honra possível por ser um bom aluno, estudioso e voluntário na comunidade. Por isso os ícones. Ah, e principalmente por que a verba para imagem era ZERO, ou seja, nada de comprar fotos para ilustrar o projeto. Ossos do ofício.

Ícones-livro

The Book is on the table.


Ícones-maos

Pega na minha e balança.


Ícones-pessoas

Não me pergunte porquê eles não tem olhos, a menos que
você esteja REALMENTE a fim de discutir a fundo a história
da comunicação iconográfica universal.


Ícones-taca

Minha taça está cheia de Curvas de Bezier e parábolas.


Já disse que amo vetor, não? A cada dia me apaixono mais pelo trabalho vetorial. Tão interessante notar o quanto a gente evolui. Lembro-me dos meus primeiros vetores, quando eu não sabia lidar muito com o contorno do Illustrator. Nossa, altas brigas com o Freehand também. Com o Corel, nem se fala. Fico feliz em saber que estou evoluindo, simplesmente pelo fato de que constantemente me pego usando as ferramentas já manjadas de uma forma diferente. Aí eu fico feliz, por que é como se acendecem mil lâmpadas na minha cabeça, ou como se mil neurônios acordassem para a vida.

Vetor, o algorítimo anti-Alzheimer.

A venda nos melhores distribuidores de software!
Ou de graça nos blogs mais despretenciosos!

=)

A little chat about icons. Love icons. Small ones, medium ones, large ones, they are great. Only one image that synthesizes something that sometimes is too much complex. A draw, a form, a scrawl, to appoint many different levels of understanding. For the lazy use, please read the leaflet.These ones were created for an art called “He Deserves”. The proposal was to work with the concept of some youngster that deserves many glories, prizes and all the honor that’s possible for someone to earn, for being such a good student, a good person and for doing voluntary work at his/her community. That’s why the icons where used. Oh, besides, they where used mostly because the money for getting some image were ZERO. So, forget about buying some image to illustrate the project. Part of the job. I’ve said before that I love vectors, don´t I? Each day I fell in love deeper for vectorial work. So interesting to notice how much we can evolve on something. I remeber my firts vectors, when I used to know little about contour at Illustrator. I had many fights with freehand. With Corel, the same thing. I’m glad to know that I’m evolving, simply because many times I get myself using well well known tools in some different way. Than I get really happy, because it´s like a thousand lights lighting in my head, or like thousands of neurons alive and awaken for life. Vector, the algorithm anti-Alzheimer. For sale on the best software distributors. Or free at the most humble blogs.
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