Boizinho na estrada

27/02/2012

Lá no interior de Minas Gerais você caminha e não vê o tempo passar. A natureza se mostra tão simples e perfeita, mesmo adestrada e presa entre cerquinhas para nosso livre dispor. Uma simples aquarela não seria suficiente para descrever a imensidão que é esta maravilha, mas me ajuda a voltar no tempo e reviver na mente uma trilha gostosa. Um gosto de paz, silêncio e calmaria na boca.

 

LITTLE OX ON THE ROAD
In the country, back there at Minas Gerais state, you walk without the passing of time. Nature stands so simple and perfect, even the one we insist on barrier in for our own pleasure. A simple watercolor isn’t enough to describe the size of this wonder, but helps me to go back in time and revive the lovely trail on my mind. A taste of peace, silence and calm stays in my mouth.

🙂


Trio no frio

07/04/2011

Eram três, provavelmente irmãs. A mais velha, aparentava 12, mas devia ter 14. Era mirrada, realmente. A do meio, chuto uns 10. E a menorzinha, criança de fato, lá pelos 8. Em fração de segundos passei por elas, extasiadas com uma vitrine, e voei longe.

Minhas pernas seguiram caminhando o ritmo apressado de quem saiu tarde do trabalho, mas a mente viajou. Fui até a periferia onde elas moram. Um barraco improvisado, ou um casebre de tijolos aparentes, talvez? As roupas cinzas e sujas, que volta e meia são lavadas e penduradas num cordão de arame, desbotaram pelo uso. Um cachorro pulguento latindo nos fundos. Um bebê chorando de fome. Talvez um pai presente? Talvez uma mãe? Talvez desempregados, talvez lançados à sorte de seu próprio azar… quem sabe?

O extase da pequena, diante da blusinha da moda de R$ 14,00, com o dedo em riste. Um único dedo separando o sonho genuíno de uma criança. O dedo que me fez pensar: “Que cena fortíssima, um clássico do cinema, da literatura, do teatro, da arte…”. Um dedo em riste… Que quisera eu, fosse obra de uma crônica apenas, e não da realidade.

:l

THREE IN THE COLD
They were probably three sisters. The oldest one, looking like 12 years old, but should have 14. She was really skinny. The middle one, probably 10 years old. And the youngest, a true child, looking like 8 years old. In a second I passed through them, looking amazed by a shop window, and then I started daydreaming. My legs, continuously walking the pace of whom made too much extra work, but my mind, was travelling. In a question of seconds, I went to the suburbs where they lived. A makeshift shack, or maybe a shed with bricks exposed? The dirty and gray clothes, who now and then are washed and hung on a thread of wire, faded from use. A flea-bitten dog barking in the back. A baby crying from hunger. Maybe a parent present? Perhaps a mother? Maybe unemployed, perhaps thrown the fate of their own bad luck … who knows? The ecstasy of the little one, admiring some fashionable cheap blouse, pointed the piece with her finger. A single finger separating the genuine dream of a child. The finger that got me thinking: “What a very strong scene, a classic from cinema, literature, theater, art …”. One finger pointing in the air … I wish it were only a chronic, rather than reality.

Aquarela do Caminho

23/05/2010

Tirei o pó – literalmente, infelizmente – da caixa de aquarela e busquei algo que me inspirasse. Novamente me deparei com uma paisagem referente ao Caminho de Santiago de Compostela. Adoro aquarela, tem uma leveza sem igual. Mas não é uma técnica fácil, requer muita destreza e certeza do que se está fazendo. E como tem dias que eu não tenho certeza de nada, tem dias que pintar fica difícil. Mas gostei do resultado. E o papel era muito bom também, isso ajuda bastante.

🙂

WATERCOLOUR FROM THE CAMINO
I took the dust over – literally, unfortunately – from my watercolor box and went after something to inspire me. Again, I came across some landscape from the Camino de Santiago de Compostela. I really like watercolor, because is has a special and unique lightness. But it’s not an easy technique, it requires lots of skill and the certainty of what you’re doing.  And somedays I´m not sure of anything, so in these days to paint is not an easy task. But I sure liked the result. Also, the paper was a very good one, it helped a lot.

Eu amo Kimono

24/01/2010

Comprei um livro sobre Kimonos e uma das fotos me inspirou a fazer esse desenho. Uma pseudo aquarela macarrônica, com tons sóbrios e variações diminutas. Há muito tempo gosto de Kimonos, quando comecei a usar (os de luta, no caso), a paixão aumentou. O dia que eu puder colocar um Hakama pela prática constante do Aikidô vou dar piruetas pra trás – ou melhor, muitos Ushiro Kaiten Ukemis. 😀

🙂

I LOVE KIMONOS
I bought a book about Kimonos and one of the pictures inspired me to do this drawing. A pseudo watercolor  with sober shades and small variations. I like Kimonos for many years, but when I started using (the ones used in Martial Arts), the passion just grew. The day when I can put a Hakama because of the  constant practice of Aikido, I´ll give pirouettes on the air – or may I say, many Ushiro Kaiten Ukemis. : D